Timidez

Manaus, 10 de setembro de 2014

Foi tão fácil assim, tão simples me apaixonar

Foi tão fácil, bastou o toque do teu olhar

Foi naquele dia em que eu estava caminhando pela calçada

Foi naquele momento em que teu cabelo dançando ao som do vendo me chamou a atenção

Foi impressionante, meus ouvidos ouviam o pulsar do teu coração e então eu percebi, foi a minha primeira vez!

E eu estava apaixonado, rendido, aprisionado, sem culpa sentenciado e teria que pagar por tudo

Amarrado em teu olhar, fissurado por teu sorriso, embriagado por teu perfume, já sentindo até ciúme

E então você passou por mim sem ao menos me notar, naquele instante vi o tempo parar, meu mundo não girar, o sol se apagar e as nuvens nos altos céus se desbotar

Perdi meu chão, vi meu coração sangrar e morrer, meu mundo se perder e toda luz escurecer

Estava amando você e você nem sabia que eu existia e isso doía tanto

Constrangido eu estava, meus ouvidos ensurdecidos, meus olhos então vendados como eu poderia ver, como poderia entender?

E em um “olá” tudo então mudou, tudo se tornou e as circunstâncias agora eram outras

Pasmo eu fiquei, quando ao fim de tudo você me abraçou e em sussurrou aos meus ouvidos murmurou

“Apaixonado eu estive, por tantas vezes me fiz notar, com doce notas de perfume, por tantas vezes quis te fazer me enxergar, pois sempre te amei

Da janela te observava, te desenhava em minha vida como um pingo de tinta que pinta uma aquarela

Passear pela calçada, andar a favor do vento, deixando com que ele levasse até você um pouco de mim

Sempre imaginei que estar você seria como comer sonho de valsa, tomar sorvete de chocolate com calda de morango, descer em uma montanha-russa, velejar de canoa pelo rio com a maré quebrando no casco, estar contigo é tão lindo, é tão doce”

Bastou um “olá” e tudo se firmou, e em um “olá” tudo então mudou, tudo se tornou e as circunstâncias agora eram outras

Teu olhar em meu olhar, teu riso ao som do meu, pois era essa timidez que tirava do nosso amor toda nitidez

Mas agora o silencio foi rompido, o toque então sentido e com um abraço o frio em calor se transformou

Vejo muito mais do que via antes, agora posso afirmar com intensidade, mesmo que os anos nos tragam a idade

Te amei ontem, te amo muito mais agora, e como vai ser lindo rirmos junto dessa história

Timidez que me fez calar, por tanto tempo longe dos teus passos me fez caminhar

Timidez que me fez cego, por tanto tempo preso neste labirinto, nesta confusão, mas agora se fez real no pulsar do teu coração

Timidez que nos devorava, mas que agora consumida foi, essa timidez só fez muito mais do que imaginávamos por nós dois

Timidez que nos permitiu chegar e agora se tornar pra sempre, essa foi a barreira que existiu entre a gente

Bastou um “olá”, e o imortal amor que se fez pra sempre

E eu vivo este sorriso, este olhar, como foi bom te encontrar, eu vivo a alegria de me apaixonar, pois em teus braços eu sei, pra sempre vou morar

Escrito por: Maikon R. de Assis (Sr. Patrono)

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A beira da glória!

Vou deixar registrado aqui hoje uma parte da minha história.

Lembro bem como se fosse hoje, foi em 2001 que escrevi meus primeiros versos, eu era bobo, imaturo e com uma sensibilidade que chegava a incomodar. Incomodava tanto que pessoas que me cercavam destilavam críticas e repressões. Críticas estas que me fizeram parar!

Por um bom tempo eu não escrevi uma palavra, meu coração gritava sentimentos e emoções, transbordava e chorava a dor do meu silêncio, e eu estava ali pronto para escrever outra vez, escreve sobre dor, sobre o amor, sobre sentimentos inexplicáveis, escrever o que sentia o que vivia, mas eu precisava de um empurrão, de uma só palavra que me fizesse explodir, foi quando em 2004, eu lembro bem eu estava na aula do meu professor de literatura, Jorge Faraj o nome dele, saudades deste professor. Durante a aula enquanto ele falava, falava eu estava ali concentrado, mas não no que ele dizia, mas no que gemia meu coração, então eu peguei minha apostila e no verso da capa, ali mesmo eu escreve um soneto, um texto que mudou muito o rumo da minha história e eu o intitulei de “Meus Sonhos”. Durante a aula o professor percebeu que eu estava concentrado, mas não no que ele dizia e pediu a apostila, ele pegou e em silêncio começou a ler, ele era gordinho, digo era porque nunca mais o vi, tinha os olhos serrados, a sala ficou muda por alguns minutos, eu fiquei nervoso e com muito medo do que ele poderia dizer ou fazer, mas ele no que nos tomava me devolveu a apostila e pediu para eu prestar a atenção na aula e eu claro prestei. No final, quando saímos para irmos embora ele me chamou e disse: parabéns, muito bom. Você escreveu um soneto sabia? Continue escrevendo, você tem o dom, você tem talento!

Eu nunca esqueci aquele dia, desde então, em qualquer momento, em qualquer lugar eu passei a escrever, textos longos, textos curtos, em guardanapos, em folhas de oficio, até no verso do meu caderno de provas de concursos eu escrevia, estava fissurado!

Os dias foram se passando e minha maneira de escrever foi tomando forma, foi adquirindo um jeito único, tinha minha marca nas palavras, na forma de cita-las, verberava o que sentia, agora sem medo de reprovação, meus textos começaram a ter forma e ideias própria, ter expressão e uma nova face, passaram a ter vida! E eu então me apaixonei.

Meu nome e Maikon R. de Assis o Sr. Patrono o seu “Poeta dos Sonhos”, e hoje quero agradecer a você que tem me dado esta força, que tem me dado esta energia, eu agradeço a você que foi o motivo por qual eu tanto escrevi e por qual eu tanto vou escrever, muito obrigado.

E hoje como o Sr. Patrono esta completando dois anos, o seu segundo aniversário te agradeço mais ainda, pois os parabéns e as felicidades não são para mim, não são para ele, mas para todos vocês que leem e que curtem meus poemas!

Pois, porque eu existiria se não houvesse você?

Obrigado e FELIZ ANIVERSÁRIO SR. PATRONO! ❤

Aprendiz

Manaus, 25 de abril de 2013

Renovado, dia a dia me vejo em tua vitrine, feito um vaso quebrado, mas que resplandece luz

Vaso cheio de fendas, rachaduras que não consigo disfarças, nem com toda a maquiagem em meu rosto estas rugas não consigo estancar

Sou como um papel amaçado com marcas que nunca iram desaparecer, com traços que contam sua história, com manchas que marcam a memória

Aprendiz de uma nova vida, aprendiz de uma eternidade, aprendiz louco a procura da verdade

Vivo aprendendo a viver, aprendendo que não se pode ter tudo, mas que no fim o nada nunca se teve

Aprendi que quando se tem amor, se tem dor e sofrimento, aprendi que em teus braços vivi minha maior prisão

Aprendi que quando se senti apaixonado se está totalmente enganado, o que se tem na verdade e a ganância de conquistar, de mostrar ao mundo que em um punhal teu coração irei cravar

Aprendiz de um guerreiro, de uma fera mortal, aprendiz de um poeta que canta em seus versos o sobrenatural

O pássaro voa guiado pelo insistindo, o cavalo corre o campo guiado pelo seu instinto, mas que instinto é este que põe a humanidade a se perder?

Aprendiz é que eu sou, aprendiz e o que vou ser, que por mil eternidades eu possa entender, entender que no fim todos iremos ser iguais

Qual a diferença entre o açúcar e o sal? Descubra agora e escolha seu final!

Sei que tenho meus tortos pensamentos, sei que arranhando estão meus sentimentos

Sei que sou humano e meu instinto me leva a perdição, mas enquanto eu poder farei de carne meu coração

Vivo este sonho de melhorar, vivo a vontade de chegar, chegar ao fim de uma história como um vaso que se parte ao cair da estante, vaso que se rompe em suas formas e que nunca mais serão as mesmas

Sou eterno, sou imortal, sou aprendiz da vida, quem constrói esta parede, quem senta cada tijolo, quem da forma ao ouro

Sou e sempre serei assim, pequeno exagerado, correndo contra a mão nesta estrada, quero esbarrar com este acaso que poucos encontram e que se chama “MUDANÇA”

Aprendiz eu sou e sempre poderei aprender mais, aprendo hoje que sou eu o dono do meu viver, quem faço a minha paz

Sei que tem mais em mim e que não quero por a perder, sou aprendiz e nunca saberei o suficiente, sempre serei dona desta terra, a falange da minha mente

Escrito por: Maikon R. de Assis (Sr. Patrono)

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