Horizonte

Manaus, 21 de Agosto de 2014

Fito o meu olhar, fito no longínquo onde nada há pra se encontrar

Fito meu pensamento no horizonte, onde me leva esta ponte e só ela me permite então chegar

Mas chegar onde? Quem que sabe, volte a caminhar!

Trinco os meus olhos franzindo minha testa, forço minha visão buscando ver se há algo neste fim, que tenha nele algo além de mim.

Eu só procuro ver e então entender, sem que antes eu venha me perder por não saber que nem no fim se há respostas…

Me pergunto toda manhã, me pergunto sentando de baixo dessa árvore seca, sem folha, sem flor, sem vida, sem nada, o meu interior.

Me pergunto sempre pra que lado que fica, por onde andam as respostas, acho que estou perdido, sem direção, totalmente confuso, desmaiado em tuas mãos

 

Eu procuro por você, procuro por ti agora, procuro por mais linhas nesta história

Eu procuro e não me canso de caminhar, eu procuro a cada dia e vejo um novo horizonte a se findar

Procuro por você meu amor, que seja o mesmo ontem, o mesmo agora e para todo o sempre

Eu procuro de horizonte a horizonte, atravesso todas essas pontes, mas sempre me perco

Mas o que dizer, se a cada vez que me perco me acho procurando você, se em cada novo fim, te encontro no meu começo.

 

No horizonte posso ver, no fim desse horizonte te perder

No fim desse horizonte eu quero estar, no horizonte eu vou te encontrar

Como quem não mais aguenta viver uma vida de solidão, te chamo de volta com um aceno de minha mão

Minha vida tem se tornado uma rotina, um passo-a-passo, uma regra dos três terços

E eu não quero mais, se for pra ser assim, não quero essa paz!

Já me perguntaram e eu não tive a resposta, mas hoje eu sei bem, pra minha vida eu não fico mais de costa

O que quero, pra que vivo, o que espero!

O que estou fazendo agora perdido no fim deste horizonte?

Se não buscando encontrar um pouco mais de mim em passos que deixei pra trás!

Sei que foi neste horizonte que deixei a minha paz

 

Uma coisa é certa, sou o brilho do sol e o encanto da lua, sou os passos deixados nesta rua

Sou o encantamento que enche o teu olhar, sou a força que te põe a caminhar

Sou o ruído do sorriso que brinda chamando tua atenção, sou essa joaninha pequena em tuas mãos

Sou um ponto que brilha e clareia o manto azul escuro intenso desta noite

Sou aquele cavalo selvagem que galopando rompe a liberdade, sou como uma foice que em um golpe sepulta tua vaidade

Sou o fim agora, sou o começo desta história, sou os três pontos que dão espaço pra imaginação, deixando claro pra quem quer que seja que ainda há muita coisa a se dizer

Eu sou este horizonte vazio e intangível, sou a tua história que começa em mim agora, sou eu perdido em você, sou a vontade que se cria em te querer

Sou eu no horizonte atravessando esta ponte que encontrei no teu olhar

Eu sou quem gira a maçaneta abrindo a porta do teu novo lar

Escrito por: Maikon R. de Assis (Sr. Patrono)

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